domingo, 5 de abril de 2009

Soneto



Os braços azuis, calmos e serenos...
A face opaca, a tez cheia de neve
Num movimento lento, puro e breve
O segredo de todos os venenos!


Os olhos leves, neutros e vazios
Um corpo etéreo, pálido e celeste
O perfume presente nesta veste
A boca, objeto d'alma, toques frios...


Tudo isto constitui um sonho sensível
Repleto de reflexos e figuras...
Angelicais lembranças brandas, puras...


Alvas formas sublimes, sonhos plenos...
Vida real, verdade, algo possível...
O segredo de todos os venenos!


Rommel Werneck

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