sexta-feira, 29 de maio de 2009

SONETO


Mona Lisa Da Vinci



És diferente desses bons mortais,
Tua tez leve, lânguida e azul brilha....
Ah! Cândida e serena maravilha,
Semblante de feições mui especiais...


Tu tens algo que nunca vi em alguém
Teus olhos me conduzem a mil sonhos
Tua boca e o sorriso tão risonhos,
Qualidades que sempre se mantêm...


Por teres adorável luz e encanto,
Terás a mais perfeita trajetória.
Por seres o anjo lindo, puro e santo,


Com o amor, jamais tu terás conflito!
As estrelas darão divina glória,
Pois brilharás um dia no Infinito!


Rommel Werneck



O soneto acima com o quadro de Da Vinci e no vídeo clipe: http://www.youtube.com/watch?v=V3q_TJ9jeEw


BECO DOS POETAS:
www.literaturaperiferica.ning.com

Queres ser um divulgador da poesia retrô? Copie o texto na tabela VELHARIA EM DESTAQUE no fim deste blog.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ENQUETES/ MARCADORES

Saudações a todos!

COMUNICADOS


Temos duas enquetes e gostaria que todos participassem tanto leitores como escritores. Quem deseja propor alguma deve me mandar a proposta para o meu e-mail mais acessado


A partir de agora utilizaremos marcadores em todas as postagens, peço a todos os escritores que editam marcadores para as suas postagens. Trabalharemos inicialmente com pouquíssimos marcadores, apenas o necessário para distinguir os materiais publicados. Julgo que em letras maiúsculas ficam melhores os marcadores e peço também sugestões e a colaboração de todos. Os escritores devem adicionar os marcadores em: forma do texto ( POEMAS, COMUNICADOS, ENTREVISTAS, INDRISOS, POEMAS, REDAÇÃO POESIA RETRÔ E SONETOS) e autoria ( NOME DO AUTOR)
Pensei nos seguintes marcadores:

BRENO FILTH
CAMILLE CLAUDEL (GEOVANA)
COMUNICADOS

DÉIA TUAM
DENISE SEVERGNINI
ENTREVISTAS
GABRIEL RÜBINGER
INDRISOS

KATATONIC
ME MORTE
PEDRO GABRIEL(PG)
POEMAS
REDAÇÃO POESIA RETRÔ- para a oficina, exercícios, texto com características da poesia retrô etc (se alguém tiver nome melhor, aceito)


ROMMEL WERNECK
SONETOS

Tendo um novo escritor, teremos um novo marcador. Ainda este ajuste está em construção, logo nosso blog estará mais bem arquivado, o que representa para nós mais uma conquista.

terça-feira, 26 de maio de 2009

ANJO PÁLIDO


Title: Solitary Angel, by Sulamith Wulfing. http://www.artsycraftsy.com/wulfing/solitary_angel.html


Oh! Lindo anjo deitado sobre a neve
Como teu corpo fraco e macilento
E tua boca pura, santa e leve
Excitam-me causando bom tormento!


Os tons frios da pele pura e pálida...
Os olhos: dois sublimes cemitérios...
A boca, a boca: Arcádia rubra e cálida!
Quero-vos, lábios ígneos, maus e etéreos


Ó nimbus, ó dragão, ó Nosferatu,
Ó mago, ó lacrimal anjo caído,
Ó humano, ó cavaleiro, ó cândida arte,


Ó Zeus, ó mártir, ó nimbus perdido,
Ó gárgula, ó meu nimbus inexato,
Quero amar- te, beijar-te e exorcismar-te!




GRUPO RASCUNHOS POÉTICOS http://rascunhospoeticos.blogspot.com/.


BLOG POESIA RETRÔ, A POESIA DE SEMPRE

http://poesiaretroapoesiadesempre.blogspot.com/

domingo, 24 de maio de 2009

ALMAS NEGRAS






ALMAS NEGRAS





Almas negras, errantes de subterfúgios;

Migrantes noturnos da miséria humana

Procuras constantes, recônditos refúgios;

Odor fétido que do andamento emana





Torturas resultantes, levantes profundos...

Das almas negras, enlutadas no ódio...

Em todas as terras, em todos os mundos...

São as primeiras a ascender ao pódio.





Códigos e regras a elas não se aplicam

As desgraças da vida, nelas nada implicam...

Até as expiações densas delas se ausentam.





Almas negras, dejetos de um orbe poluído;

Carcaças e destroços de um tempo destruído;

Resquícios de maldade que na Terra habitam.





Denise Severgnini





Obs: Soneto Denisiano (licença poética rsrsrs)...sem métrica, sem ritmos, apenas com rimas...

brincadeirinha! É um poema com 14 versos, dispostos em 4,4,3, 3.

http://http://arcanjo_rafael.zip.net/images/CAVALEIRO_DAS_TREVAS.JPG

sábado, 23 de maio de 2009

JÓIA



O vaso de alabastro e de oferendas
Dedicado ao supremo deus Sol: Febo...
''Eu te dediquei mil flores e prendas,
Pálido virgem, lânguido mancebo! ''

Augusta forma, fino vaso helênico,
Obra de arte perfeita e tão brilhante...
'' O teu corpo expressivo, belo e cênico
Brilha perfeitamente, casto amante! ''

O vaso pagão, jóia das grandezas,
Do qual o povo longínquo se serviu,
Louvado é por museus priscos, tristonhos....

'' Mas teu corpo que nunca se sentiu,
Ícone da pureza das purezas,
Só por mim é adorado em doces sonhos! ''


Rommel Werneck



Minha página no recanto das letras



Abaixo o soneto e a imagem do Discóbolo de Míron ao fundo que alías também foi a parte da primeira postagem do blog. Há também uma versão no orkut do soneto e no fundo o auto-retrato de Albrecht Dürer, capa oficial de nosso blog.

domingo, 17 de maio de 2009

OFICINA DE POESIA RETRÔ


Algumas técnicas literárias que podem ser úteis para compor a poesia passadista. Consegui hospedar no blog o texto teórico da Poesia Retrô que antes estava apenas no recanto das letras. Vamos aos exercícios.


1) A leitura do texto referido acima compensa, pois coloquei as principais características e todos concordaram. A leitura de grandes escritores de ontem e hoje é indicável sempre. Escritores qe mercem destaque e podem auxiliar:


- prosadores: José de Alencar, Thomas Hardy, Machado de Assis (o último também foi poeta)

- antigos: Safo (primeira poetisa), Ovídio, Homero, Hesíodo

-renascentistas: Camões, Shakespeare

- barrocos: Gregório de Matos, padre Vieira

- árcades/ neoclássicos: Bocage, Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga

- românticos: Edgar Allan Poe, Oscar Wilde, Walt Whitman, Casimiro de AbreuÁlvares de Azevedo, Lord Byron, George Sand, Junqueira Freire, Soares de Passos etc

- religiosos/ místicos: Sta Teresa d'Ávila, S. João da Cruz, Vulgata de S. Jerônimo (Bíblia Latina), livros e autores religiosos em geral

- parnasianos: Olavo Bilac, Francisca Júlia, Raimundo Correia

- simbolistas: Alphonsus Guimaraens, Cruz e Souza,

- outros: Oscar Wilde, Augusto dos Anjos, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes, Murilo Mendes etc


2-) Tente escrever algo fora de seu cotidiano e envolvendo sentimentalismo ou num dos temas citados na postagem abaixo.


3-) Substitua o pronome você e respectivas referências por tu ou vós


4-) Coloque palavras desgastadas pelo tempo e construções na ordem indireta para dar um ar mais poético, afinal será distante do convencional e do moderno.


5-) Utilize rimas e nos sonetos, rimas e métrica


6-)Enfim, tente seguir algumas características presentes no texto já indicado e vá com calma, inserindo as características aos poucos.


Isto é apenas um esboço de um exercício, espero que eu tenha sido transparente (pelo menos um pouco) e tenha colaborações, aliás quem puder ajudar, toda boa ajuda será bem vinda.

Qualquer coisa, estaremos disponíveis para ajudar e publicar a obra ( C-L-A-R-O-!!!)



Rommel Werneck

POESIA RETRÔ


O quadro em destaque na capa do blog e nesta postagem é um auto-retrato de Albrecht Dürer


INTRODUÇÃO

Encontram-se na atualidade diversos escritores em diversas tendências, sendo cada uma de importância para a pluralidade literária. Um escritor é inspirado pela sociedade que vive e também pode utilizar-se do escapismo para compor obras diferentes do mundo que vive. A classificação literária, do mesmo modo que a musical, não pode almejar “rotular” o escritor e sim classifica-lo num estilo determinado para facilitar a compreensão da obra bem como a divulgação dela. O objetivo deste texto é orientar os escritores a respeito do que vem a ser a poesia retrô.

Milita ao lado do vanguardismo, a vanguarda retrô, que consiste em fazer novas coisas inspiradas no passado. Claro que toda obra produzida hoje possui alguma referência do passado literário, porém há poesias que deixam bem explícita a influência clássica numa ousadia vanguardista, assim como na moda.


CARACTERÍSTICAS:

Algumas características da poesia no estilo retrô:

-presença da métrica, rima em alguns texto e freqüente uso do soneto:

[...]
Algumas vezes, ponho-me à janela
Serenamente, toca-me uma luz....
Algo azul, bom ardor que me seduz!
Verdadeira lembrança meiga e bela.
[...]

Rommel Werneck

Eis acima um quarteto de um soneto em moldes e tema tradicionais

-Temas isolados do cotidiano, sempre relacionados ao amor, reflexão, morte, passado, mitologia, religião etc:

Incenso de fulgor e toque ralos
Exala docemente essas fragrâncias
Que lavam minhas dores, minhas ânsias
No ardor purificante de seus halos.

[...]
Katatonic. INCENSO



-Figuras de linguagem para dar mais intensidade e uso de arcaísmos para reforçar o passado e ainda a ordem indireta para o texto não parecer cotidiano e percebe-se também um inclinação para a tristeza, uma vez que hoje há mais referências à auto-ajuda, à felicidade do que antes:

[...]
Nos negros olhos: cor viva do tédio
As vestes lutuosas, pretas, góticas...
Curvas no corpo tão belas e eróticas...
Nos negros olhos: cor viva do tédio
[...]

Rommel Werneck


Quando a última corda soar no céu noturno
E a rouca manhã despertar na aurora,
Gabriel Rübinger. AO ROMPER DA MANHÃ

*Quando no céu noturno a última corda soar
E na aurora despertar a rouca manhã


No soneto Demônio Angelical, usei referências barrocas como o contraste e o conflito e na estrofe acima o paradoxo “cor viva do tédio”. E no trecho de Rübinger vemos a ordem indireta sendo o trecho em ordem direta o com asterisco

O vaso de alabastro e de oferendas
Dedicado ao supremo deus Sol: Febo...
''Eu te dediquei mil flores e prendas,
Pálido virgem, lânguido mancebo! ''

[...]

No soneto Jóia foram utilizadas palavras em desuso ( mancebo, longínquo, prisco), aliás o próprio título de Apolo (Febo) encontra-se em desuso e mitologia é algo clássico

Elegia Segunda
Dorme, sombria, a Lua no jazido
Coberto de mármore contrito e gelado.
A cidade dorme, o tempo está parado
E há poucos passos no espaço dormido.
O bosque de éter está envolvido,
A bruma percorre a dentro dos bordos.
Nas lápides cinzas dos corpos balordos
Caminha a Senhora Da Foice, divaga,
Percorrendo, álgida, a vivência vaga,
Dos humanos, tão frágeis tão fordos
[...]. Gabriel Rübinger

[...]
Idolatro-te na pulcra paisagem
Negas-me teu ósculo pervertido
Espero-te dama de cortês linhagem
Não chegas... Sal do meu olhar vertido
[...] Denise Severgnini. ROMANESCO


Os dois poemas acima expressam a tristeza de modo diferente, enaquanto Elegia Segunda tematiza a morte, o poema de Denise Severginini focaliza a vassalagem e conquista amorosa num clima quase medieval, (ou medieval mesmo!), além dos arcaísmos utilizados que favorecem a intenção do texto.

-Uso da epígrafe/ mote não como muitos fazem atualmente apenas colocando a epígrafe como parte do poema, mas como uma inspiração do mesmo modo como faziam os clássicos poetas.

NO TEMPLO DO TEMPO
'''The Ocarina of Time opened the door.
The Hero of Time, with the Master
Sword, descended here.'' 1
Nintendo. The Legend of Zelda: Ocarina of Time.

Templo do tempo, lúcido transporte
Onde o pequeno moço da floresta,
Nosso herói, ganha vida, fica forte
E recebe a coragem alta e honesta.
[...]

Rommel Werneck
1Retirado do jogo de vídeo game The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Trad.: A Ocarina do Tempo abriu a porta. O Herói do Tempo, com a Espada Mestra, surgiu aqui.

Cavaleiro Noturno
Luna mihi tremulum praebebat lumen eunti. (Ovídio, Heróides; 18.61)

I

sou um cavaleiro bardo
da aurora medieval.
num tropel vivo ofegante,
atiro flechas no mal.
[...]
Gabriel Rübinger

Em No Templo do Tempo, utilizei como epígrafe um trecho de um jogo de vídeo game mesmo porque o foco do texto é o jogo em si, mas banhado na atmosfera épica e heróica, modernidade e tradição. No longo texto de Rübinger, nota-se uma epígrafe retirada de umsa obra literária da Antiguidade Clássica.

-estrangeirismos diferentes dos convencionais e às vezes fora da língua inglesa. No fragmento do soneto abaixo, temos um estrangeirismo em latim:

[...]
Dó e caritas, amor, tudo tão só.
Só! Sem cor, sem ninguém, sem luz, sem fim!
Afundando-se neste rubro mangue...
[...]
Rommel Werneck SÓ


-uso da mesóclise e das formas pronominais “tu e vós” em oposição a “você” e “a gente”:

Impassível! Meu homem dominador!
Inflexível! Eu te amo doce ilusão!
Incrível! Morder-te-ia amarga paixão!
Insensível! Tu me causas dura dor!
Rommel Werneck. INVISÍVEL

De tanto querer-te eu quis-te
Mais longe que o fim do mundo!
Cavei mais que um poço profundo,
Bem sei que tu sabes! Tu viste.
Gabriel Rübinger. ANTÍTESES TUAS

Amo-vos minhas pálidas lembranças
Banhadas nas cascatas mais oníricas
Amo-vos pelas vozes belas, líricas...
E por jamais trazerdes esperanças!
Rommel Werneck. LOST PAST

Blog Poesia Retrô Poesia de Sempre
http://poesiaretroapoesiadesempre.blogspot.com/

KATATONIC. www.recantodasletras.uol.com.br/autores/carlosandrepaes

RÜBINGER, Gabriel. www.recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=20577

SEVERGNINI, Denise. www.denisesevergnini.recantodasletras.com.br/

WERNECK, Rommel. http://recantodasletras.uol.com.br/autores/rommelwerneck


O quadro em destaque na capa do blog e nesta postagem é um auto-retrato de Albrecht Dürer


sexta-feira, 15 de maio de 2009

LÍRIO DA GUERRA

Em agradecimento...
miniatura do séc. XV
Por igrejas, bosques e rotas da França
Desfilava o lírio da guerra, a guerreira
Que lutou e morreu por uma nação inteira,
Que no Cristo teve tanta fé e esperança!

A vida que tem também faces ferozes
Revelou-te a palma do santo martírio.
Aclamada sê, ó luminoso círio!
Aclamadas sejam aquelas mil vozes!

Para as bandeirantes, bela intercessora
Junto a Cristo, a quem tiveste mui fervor.
Para nós, cristãos, honrável professora!

Flamejante vítima da Inquisição,
Morreste sem medo, por adoração.
Porque não tem medo quem crê no Senhor!

Rommel Werneck.
Abaixo,
INGRES- Jeanne d’Arc au sacre du roi Charles VII, dans la cathedrale de Reims (com poema).


POESIA RETRÔ

TEXTO DA POESIA RETRÔ.

Infelizmente não consegui formatar o material aqui no blog, é muito difícil. Quem puder fazer isso, faça por mim. O texto está no seguinte link http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/1586748

domingo, 10 de maio de 2009

ARQUITETURA

Em janeiro de 2008, fiz dois cursos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, célebre biblioteca temática em poesia aqui na capital paulista. Naquela época estava já com uma pasta registrada na BN, Lua Lacrimosa foi minha primeira pasta de poesias. Eram dois cursos: Poesia ao rés da rua (Donizete Galvão) e Condensar o poema (Vina Teixeira). Os dois cursos foram muito bons mas falemos sobre a poesia urbna abordada no curso do professeor e escritor Donizete Galvão. Uma poesia bem diferente da produzida e propagada neste nosso blog, mas reslvi escrever um poema urbano mesmo assim, porém seria um poema urbano que tivesse um ar retrô.


ARQUITETURA




Antigamente,
Imponentes pilares e colunas sustentavam
as casas dos deuses,
a república,
o césar,
o império imponente e pagão.







Medievalmente,
miraculosos vitrais,
gárgulas,
rosáceas,
torres,
arcos ogivais
sustentavam a cruz onipotente.





Atualmente,
vidros espelhados,
altas torres,
elevadores mantêm
onipresentes, oniscientes e onipotentes
os arranha-céus mitológicos e góticos
e a cúpula da nação.

Rommel Werneck

No poema acima, cada estrofe recorda a relação entre a arquitetura e o poder. A primeira estrofe focaliza a Antiguidade e a segunda nos revela a Idade Média, tudo isto de acordo com a relação arquitetônica. Mas na última estrofe temos algo mais surpreendente, três estilos se encontram e entende-se que os arranha-céus conseguem ser modernos sem perder o poder, é o mesmo poder de sempre, confirmado pela expressão "mitológicos e góticos".Também utilizei as três virtudes divinas (onipresença, onisciência e onipotência) para mostrar como os edifícios empresariais são vistos como templos, divindades e ainda como controladores do poder ideológico. O poema termina com a expressão "cúpula da nação", aqui cúpula não está no sentido de abóboda como aquela clásisica da Basílica de S. Pedro e sim uma metáfora de topo, elevação. As grandes empresas mantêm o progresso.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

ANTES, AGORA E SEMPRE




Quaresmeira de meu triste jardim,
Fincaste em mim inúmeras raízes,
Mas deixaste também mil cicatrizes,
Rugas que jamais, nunca terão fim.


Tronco magro que muito me fascina,
Tornando a vida suja e macilenta,
Somente a tua seiva me sustenta!
Somente tu és pulcra e grã-divina


Antes, agora e sempre, só chorando...
Antes num quarto pálido e sem luz...
Agora acorrentado numa cruz....


Sempre e sempre, estará a boca sedenta
Gemendo unicamente um grito brando:
Somente a tua seiva me sustenta!


Rommel Werneck
GRUPO RASCUNHOS POÉTICOS