domingo, 24 de maio de 2009

ALMAS NEGRAS






ALMAS NEGRAS





Almas negras, errantes de subterfúgios;

Migrantes noturnos da miséria humana

Procuras constantes, recônditos refúgios;

Odor fétido que do andamento emana





Torturas resultantes, levantes profundos...

Das almas negras, enlutadas no ódio...

Em todas as terras, em todos os mundos...

São as primeiras a ascender ao pódio.





Códigos e regras a elas não se aplicam

As desgraças da vida, nelas nada implicam...

Até as expiações densas delas se ausentam.





Almas negras, dejetos de um orbe poluído;

Carcaças e destroços de um tempo destruído;

Resquícios de maldade que na Terra habitam.





Denise Severgnini





Obs: Soneto Denisiano (licença poética rsrsrs)...sem métrica, sem ritmos, apenas com rimas...

brincadeirinha! É um poema com 14 versos, dispostos em 4,4,3, 3.

http://http://arcanjo_rafael.zip.net/images/CAVALEIRO_DAS_TREVAS.JPG

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