quarta-feira, 13 de maio de 2015

FELLARE








FELLARE





A boca se abre, a língua corre e vai
A úvula toca, e cala e faz um nó
A carne se arde; a língua alada sai.


O músculo flui, contrai e dói sem dó
A água nos lábios lava, corrói, cai...
O baile das horas morre por si só



E, trova, e discorre, e mostra, e ora: Oh!

E, fala, e declara, e brada, e relata: Ai!




Rommel Werneck

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