sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Soneto Sensorial


Torpor, mudez. Um êxtase divino.
Teus olhos, meus olhos. Amor.
Total cessão dos sentidos. Do tino.
Entrega e perdição. Como uma flor,

Você sorri. E eu, como um menino,
Te abraço debaixo do cobertor.
Tu dizes: vele, amor, por meu destino
Que o mundo o quer cobrir de dor.

Olho pra ti e solto um breve riso
E acaricio os teus cabelos soltos
Que exalam tanta pureza e paixão.

Te cinjo e respondo com um sorriso
E a aura em que estamos envoltos
Toma inteiro o nosso coração.


*a diferença entre os pronomes de tratamento entre os versos é fruto da licença poética que uso para dar mais expressividade.

Um comentário:

Donzela Caçadora disse...

Que esse jovem Bardo
Parece que é feito inteiro de Amor.