sábado, 12 de dezembro de 2009

A formiga




A formiga

Percorre solitária o distante caminho,
em passos, trafegando... Ora, ela nunca enfada!
Pára. O destino é outro àquela caminhada,
afinal, achou um graveto para o ninho.

E segue, a luta agora é mais do que pesada,
lavanta, entre manobra, o peso em desalinho,
o corpo sofre, pois é tão pequenininho,
mas no levantamento aguenta tonelada!

Mais à frente, consegue ajuda para o encargo!
Já não sofre tanto e a velocidade aumenta.
E elas vão girando e levando em passo largo

o que seria para alguns uma tormenta!
Naquela agilidade... Ó! Que destino amargo,
o formigueiro não encontram, a pá cimenta!

Parnaíba, 18 de fevereiro de 2009.

DANIEL C. B. CIARLINI

2 comentários:

Rommel Werneck disse...

A forma extraordinária de poesia escrita pelo nosso grande sonetista e editor-geral do jornal O PIAGÜÍ.

Seja bem-vindo, grande poeta! Publique mais aqui e sucesso no jornal! precisamos sempre de mais homens e mulheres para o triunfo da poesia de sempre.

Lord Rommel Werneck disse...

Quando quero me refugiar da vida, venho aqui ler sonetos e poemas antigos!