domingo, 12 de dezembro de 2010

A PRINCESA DOS POETAS



MAHABARATA



Abre esse grande poema onde a imaginativa
De Vyasa, num fragor ecoante de cascata,
Tantas façanhas conta, e dessa estrênua e diva
Progênie de Pandu tantas glórias relata!



Ora Kansa, a suprema encarnação do Siva,
Ora os suaves perfis de Krichna e de Virata
Perpassam, como heróis, numa onda reversiva,
Nas estrofes caudais do grande Mahabarata.



Olha este incêndio e pasma; aspecto belo e triste!
Caminha agora a passo este deserto areoso...
Por cima o céu imenso onde palpitam sóis...



Corre tudo, ofegante, e, finalmente, assiste
À ascensão de Iudhishthira ao suarga luminoso
E à apoteose final dos últimos heróis.



FRANCISCA JÚLIA


imagem retirada da Wikipédia e editada por mim 

3 comentários:

Vitor de Silva disse...

Seria bom falarmos de Auta de Souza. Ela não tem a exuberância dos versos da Francisca, mas sentiu cada vírgula de seu livro "Horto", pois era uma alma antiga na Estética, apesar de muito jovem. Parabéns pelo resgate.

Lord Rommel Werneck disse...

Quoi?

Lord Rommel Werneck disse...

Vi a biografia, você está intimado a escrever uma nova coluna sobre "Grandes Poetas Esquecidos" aqui