quinta-feira, 31 de março de 2011

PHOTOGRAPHIAS DA SAÍDA FOTOGRÁFICA "OLHARES SOBRE A HISTÓRIA" DA SOCIEDADE HISTÓRICA DESTERRENSE






No aniversário de Florianópolis aconteceu a Saída Fotográfica "Olhares sobre a História" na qual os convivas vestiram trajes do recorte histórico 1530-1930


As fotografias de Maurice Kisner se encontram disponíveis no Flickr da SHD



                  Para conhecer o grupo pioneiro em Reconstrucionismo Histórico basta acessar

terça-feira, 29 de março de 2011














Parabéns galera do Poesia Retrô pelos 2 anos de Vida! Editei um poema de Goulart de Andrade que é dentro do espírito do Poesia Retrô para dividir com todos e homenagear a data, abraços, Alexandre!

AH! SE EU PUDERA!

Ah!Se eu pudera ter-te agora junto a mim,
E acalantar com meus carinhos teu enfado,
E esvoaçar nos braços teus, ó meu amado,
Contigo iria aos céus do amor até o fim...

Quisera ter-te sem pudor, abandonado,
Entre os meus braços, meus lençóis de cor carmim!
Seria eu bem mais feliz se fora assim,
O meu viver seria mais iluminado...

Ah! Se eu pudera meu amado querubim
Roubar-te-ia, sem pensar, um beijo ousado,
E sonharia o sonho teu, o mais dourado!
Morrer-me-ia, sem pensar, por ti, enfim...

Mas tu a mim nem vês... Nem ouves meus clamores...
Enquanto aqui me morro pelos teus amores!

domingo, 27 de março de 2011

CONVITE PARA EVENTO EM CURITIBA

                O tema é  Chá com Maria Antonieta, portanto, o Rococó, 
mas serão aceitos trajes da Idade Média a 1920.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Só Ele...
No trono do meu viver
Só reina um Ser que é mui digno,
Contudo eu nem sou condigno...
Sim, isso faz-me sofrer,
Mas sempre irei recorrer
Ao Seu bondoso socorro.
É triste, mas eu percorro
Por sendas e vales maus
E chego perto do caos!
Sem Ele é fato que morro.

Por que será que me ama
Alguém tão grande, tão terno,
Que faz Verão meu Inverno
E nada em troca reclama?
Nos meus deslizes me chama
E torna a mim novo, forro,
Pois eu “acordo” e recorro
Ao Seu perdão que não falha.
Não há qual Ele quem valha!
Sem Ele é fato que morro.


Não há amor forte assim
Capaz de se renovar
E que tem tanto p’ra dar
A quem busca ao próprio fim.
Não há qualquer bem em mim;
Do mal é que (ai!) decorro...
Pro Seu regaço eu escorro
Qual rio demais poluído
Que vai pro mar desvalido...
Sem Ele é fato que morro...

Ronaldo Rhusso

segunda-feira, 14 de março de 2011

QUE ROMÂNTICO! Castro Alves



Judith rende graças por ter conseguido livrar sua pátria dos horrores de Holofernes, 1880, 
Museu Nacional de Belas Artes.  
Pedro Américo



Hebreia

 
Flos campi et lilium convallium.
(Cântico dos Cânticos)




Pomba d'esp'rança sobre um mar d'escolhos!
Lírio do vale oriental, brilhante!
Estrela vésper do pastor errante!
Ramo de murta a recender cheirosa! ...


Tu és, ó filha de Israel formosa...
Tu és, ó linda, sedutora Hebréia...
Pálida rosa da infeliz Judéia
Sem ter o orvalho, que do céu deriva!


Por que descoras, quando a tarde esquiva
Mira-se triste sobre o azul das vagas?
Serão saudades das infindas plagas,
Onde a oliveira no Jordão se inclina?


Sonhas acaso, quando o sol declina,
A terra santa do Oriente imenso?
E as caravanas no deserto extenso?
E os pegureiros da palmeira à sombra?!


Sim, fora belo na relvosa alfombra,
Junto da fonte, onde Raquel gemera,
Viver contigo qual Jacó vivera
Guiando escravo teu feliz rebanho ...


Depois nas águas de cheiroso banho
— Como Susana a estremecer de frio —
Fitar-te, ó flor do babilônio rio,
Fitar-te a medo no salgueiro oculto ...
 
Vem pois!... Contigo no deserto inculto,
Fugindo às iras de Saul embora,
Davi eu fora, — se Micol tu foras,
Vibrando na harpa do profeta o canto ...


Não vês?... Do seio me goteja o pranto
Qual da torrente do Cédron deserto!...
Como lutara o patriarca incerto
Lutei, meu anjo, mas caí vencido.


Eu sou o lótus para o chão pendido.
Vem ser o orvalho oriental, brilhante!...
Ai! guia o passo ao viajor perdido,
Estrela vésper do pastor errante! ...



CASTRO ALVES