sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Um leque prisco, um véu negro de missa..."

 

BAÚ



Quantos objetos reinam no baú,
No decreto supremo da injustiça!
Ó sono temeroso de preguiça...
Nada sereno, tudo leve, azul...


Um perfume longínquo que me atiça...
O passado inocente sem tabu...
O cântico de um último urubu...
Um leque prisco, um véu negro de missa...


Lençóis que guardam algo tão secreto...
Passados perigosos: ilusões!
Prelúdio fugitivo só repleto


De notas lacrimosas de emoções...
Eis, minha cara, meu caro, o decreto
Que me impôs azuis recordações...
 


Rommel  Werneck

5 comentários:

André L. R. Cândido - Cretchu disse...

Muito bom, Lord Rommel. Um soneto bem estruturado, e remetendo a um passado provocante.

Hilton Valeriano disse...

sir Rommel, não tinha me mostrado esse! belo!

Andressa disse...

que lindo! amo esse blog!

Por isso indiquei um selo la em meu blog. Confere lá. Bjus.

Febo Vitoriano disse...

Ah eh?

Febo Vitoriano disse...

Vou ver lá, leitora!