domingo, 3 de julho de 2011

BELLE ÉPOQUE - Sonetilho raro.





XXXVI 
 

Domingo. A casa de palha
Abre as janelas ao sol
Na horta o dono trabalha
Desde veio o arrebol;

E a companheira, de grampo
No cabelo em caracol,
Na erva enxuta do campo
Estende um claro lençol...

No ribeiro cristalino
Bebem as aves; o sino
Chama os cristãos à matriz;


Entra a mulher... mas da porta
Fala meiga, para a horta:
- Vamos à missa, Luís?


Bernardino da Costa Lopes
Cromos (1881) 

Nenhum comentário: