terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ao Soneto



E, como singular polichinelo,
Ondula, ondeia, curioso e belo,
O soneto, nas formas caprichosas.
As rimas dão-lhe a púrpura vetusta
E, na mais rara procissão augusta,
Surge o sonho das almas dolorosas...
Cruz e Sousa


Componho meu soneto em terna lira,
Tecendo seus encantos pra você.
Quatorze versos, leve casimira
Escritos em moldura de buquê.

Amor é o substrato que me inspira
Estrofes como tramas de crochê
Talhadas sob o sulco da safira,
Buscando a perfeição que não se crê.

As rimas arranjadas pelas linhas,
Sonoro jogo em notas musicais,
Estâncias cultivadas nas tardinhas,

Ouvindo o louco canto dos pardais
Bem quando na janela tão sozinha
Meu peito vou cosendo em tantos ais!


[Alessa B.]

3 comentários:

Derek Soares Castro disse...

Belíssimo soneto! A métrica e o lirismo ambos impecáveis! Muito bom, Alessa. Até mais.

Poesia Retrô www.poesiaretro.blogspot.com disse...

Parabéns!

Geleiras disse...

Belo soneto
me inspirei nele
e fiz o meu
só que estou meio enferrujado