sábado, 19 de novembro de 2011

"És a mesma aurora augusta adormecida"






FLORESTA NEGRA


Hendecassílabo à Nilza Azzi, 5ª, 7ª e 11ª


 “-Toque esse fuso, Aurora! Toque-o!”


És a mesma aurora augusta adormecida
Naquela floresta em volta do castelo
Sangue glacial manténs no dedo belo
Mácula infeliz deixando-te perdida

Amor e supremo medo: eis o duelo!
Cintila em mim uma lava corrompida
Pelas águas desta vida indefinida:
Morrer sem teu beijo, sempre ser donzelo!

E após enfrentar malévolos dragões
Gelo em calor na estrada: sensações...
Vasto mar de rosas, fúlgido horizonte...

Beijando a lascívia minha pura fronte
Naquela floresta, negro alvorecer,
Nos teus braços é que quero adormecer


Rommel  Werneck
 

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