sábado, 12 de maio de 2012

OS LÁBIOS DO VENENO

Romeo am Totenbett der Julia (1809)


“O churl! drunk all, and left no friendly drop to help me after? I will
kiss thy lips. Haply some poison yet doth hang on them to make me die with a restorative. [Kisses him.]”

The Tragedy of  Romeo and Juliet. Shakespeare. Act V. Scene III



Jazia embalsamado o bom Romeu
Guardando nos seus lábios um veneno
Que no sabor fortíssimo e sereno
Foi-lhe tirado o mundo que era seu.


A dama Capuleto, em amor pleno,
Despertando, uma morte percebeu.
Entonces, ao punhal vil recorreu
Eternizando a dor no sangue ameno.


Mas, antes, contemplou bem Capuleto
O seu virgem mancebo lá deitado
Sobre o tão tenebroso e gris sepulcro.


Àquele resplandente rapaz pulcro,
Tomou dos lábios lúgubres do amado
O beijo como lânguido amuleto!


Rommel Werneck

5 comentários:

Daniel disse...

Campanha siga e seja seguido...

Seguindo!

http://atalaia2011.blogspot.com/

Jessé Ribeiro Felix disse...

muito 10 o seu blog amigo! abraços.

AFRICA EM POESIA disse...

Feliz NATAL

e... deixo com um beijinho

Hoje...
Caminhei pela rua...

Vi luzes...
Vi fantasia...
Vi muitos embrulhos...

E pensei...

É Natal...

Segui e continuei...
A ver luzes...
A ver fantasia...
A ver presentes...

Mas...

Não vi Natal...
Não vi Jesus...
Não vi Maria...
Não vi José...

Não vi o principal...
Senti o esquecimento...

Da união...
Da família...
Do Amor...

E continuei a caminhar...

E vi bolos...
E vi iguarias...
E vi beleza...

E gostei de sentir...
O cherinho de Natal...

Mas...
Continuei a caminhar...
E a pensar...

Natal,
Será de todos?

E vi logo que não...
Milhares de crianças...
Milhares de homens...

Nesta vida...
Nunca saberão...

O que é ser Natal...


LILI LARANJO

Hilton Valeriano disse...

sir Rommel, és um bardo autêntico!

Febo Vitoriano disse...

Agradeço a todos!