quarta-feira, 6 de junho de 2012

O FIM...



Embalde, pela celsa Natureza,
Choro ao ver suas mortas alegrias;
Derramo tantas vãs lágrimas frias
Pelo findar de sua grã beleza.

Sinto dela a terrífica tristeza;
Oiço ecoar as tristes agonias,
Agonias tão tristes e sombrias
Quanto da amara morte a palideza.

A Natura, antes tão ínclita e mágica,
Desata-se em atroz vaidade trágica;
Morreu-se o amor... tudo é negrura e sombra...

Oh! a ufania é do mundo o fulcro!
Tudo aquilo que um dia fora pulcro
E que eu amara, agora só me assombra!

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