quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O AMIGO POETA ROMMEL WERNECK VISTO PESSOALMENTE


Eu, quando encontrei Rommel Werneck pessoalmente, nas cercanias das margens plácidas do Ipiranga
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O amigo poeta Rommel Werneck visto pessoalmente

No bairro do Ipiranga, o monarquista
que tem pompa no gesto delicado,
como a viver na glória do passado,
do monumento que tão pouco dista.

Pra quem não tem materiais conquistas,
ele parece bem alimentado.
Quando passa, a elegância estranha a vista,
que o estilo é alternativo e afidalgado.

Mais alto que eu, mas menos que eu pensei.
Falou-me pouco quando eu o encontrei,
mas de conversa o olhar tinha esperança.

Olhos dos quais o que é rude se afasta,
meigos e ternos – não de pederasta,
mas como de mulher ou de criança.


F.C.19.11.2011

sábado, 19 de janeiro de 2013

Lira da Morte (Soneto Coletivo)





Lira da Morte

Ressoa nessas cordas lacrimosas [Derek Soares Castro]
O canto dos poetas desgraçados, [Nestório da Santa Cruz]
Em fúnebres canções, em tristes brados [Arão Filho]
De rimas sanguinárias, dolorosas. [Sérgio Carvalho]

E passa o som, despetalando rosas, [Maurilo Rezende]
Ressuscitando a Morte de açoitados, [Rommel Werneck]
Num sibilo de dor aos malfadados [Felipe Valle]
Poemas de raízes cancerosas. [Matheus de Sousa]

Que sirva de rosário aos sofredores, [Gabriel Rübinger]
Aos ascetas vetustos dos horrores, [Quintiniano]
E este lamento em versos os conforte. [Renan Tempest]

Que o pranto silencioso dessa lira [Ivan Eugênio da Cunha]
Em vibrato soluce, pulse, fira [Rosany Vieira]
A convidar a triste audiência à Morte. [Alysson Rosa]



*Este soneto coletivo foi feito para a antologia de sonetos Lira da Morte, que participaram os seguintes autores:

Alysson Rosa
Arão Filho
Derek Soares Castro
Felipe Valle
Gabriel Rübinger
Ivan Eugênio da Cunha
Matheus de Souza
Maurilo Rezende
Nestório da Santa Cruz
Quintiniano
Renan Tempest
Rommel Werneck
Rosany Vieira
Sérgio Márcio

 Caso alguém se interesse em comprar tal livro ou quiser informações, eis o site:

domingo, 13 de janeiro de 2013

Carpe Diem

Hefesto. Vulcan. Marble, reception piece for the French Royal Academy, 1742Guillaume II Coustou (Français, 1716-1777)





CARPE DIEM

                                                 
A V.E.V.B.

Hefesto, já percorre o céu a aurora.
Colhe as rosas do dia no jardim
E os cristais da caverna sem demora
Que o trajeto de Febo terá fim.

Coloca uma coroa feita em flora
E folhas de morango e de jasmim.
Em joias os cristais forja e decora
E adorna-te de rei, por ti, por mim!

Exulta, meu querido, a formosura,
Tuas glórias no fogo em florescência
Que a Natureza sábia te criara

Porque a tarde de hoje há de ser escura
E mesmo que não gele tua essência
Tornará a alvorada breve e rara.


Rommel Werneck

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Inúteis Lágrimas




Inúteis Lágrimas

Doce donzela, que face serena!
Tens o brilho da Lua lacrimosa,
És tu mais inefável que uma rosa,
Mais pura que sua ternura plena.

Se soubesses como minha alma pena
E por ti vive lúgubre e chorosa,
Quiçá terias pena e, desditosa,
Verias como este amor me envenena!

Quisera merecer-te só um olhar,
Um dos teus tristes sorrisos de amor,
Ou o enlevo de um meigo suspirar!

Amo-te mais que tu possas supor,
Mais que eternamente possas sonhar,
E amar-te-ei mesmo em lágrimas e em dor...

Renan Tempest