terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Doce Amor




Doce Amor


I saw, in gradual vision through my tears,
The sweet, sad years, the melancholy years...
Elizabeth Barrett Browning

Amei-te, amor, enquanto tive ensejo,
E se sobejo foi o meu amor
É porque tivera eu sempre o desejo
De teu beijo solene e encantador.

Ah, mas não sei se por dor ou por pejo,
Jamais eu aprendera como expôr
O amor pelo qual sofro e lacrimejo,
Num leito malfazejo de amargor.

Na solidão, na dor inda te vejo
E ora desejo amar-te sem pudor,
Com o vigor da morte e seu arquejo;

Porém, com o gracejo do sol-pôr,
Com o esplendor dum divinal cortejo,
E co'a eterna pureza duma flor...

Renan Tempest

Nenhum comentário: