quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lânguida Donzela






Lânguida Donzela

Ó solitário anjo adornado d'encanto,
Que outrora estiveras nas mãos da ventura,
Por que choras tão bela, lânguida e pura,
Se a ti a tristura desfalece tanto?

Perdoa, amor, quem pranteia por teu pranto!
Mas viveras toda risos e ternura,
Ora jazes qual a Lua em noite escura,
Tristíssima e assaz pálida de quebranto!

Ah, donzela, que meus sonhos embelece,
Por ti a minha alma deveras fenece
E semelha à lúgubre rosa a murchar...

Oh! Eu morro por tua doce melancolia,
Morro de amor por tua beleza sombria,
Morro por ti... por apenas um olhar!...


*versos hendecassílabos - 5º e 11º

Renan Tempest

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