sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Soneto releitura 1880's em 14 sílabas no ritmo de gaita galega: 4a, 7a, 10a e 14a






A DANÇA DE DIANA



E sobre a Terra, o veludo molhado, negro manto
Sem ser notada, Diana descansa intensamente
Ela, mulher, deusa, santa, satélite, serpente
Logo desperta suave do sono de acalanto


Desliza um pouco a mantilha e converte-se em crescente
Revela o colo, seus ombros apenas, entretanto
Despe-se toda a rainha das deusas e do encanto
Nua e belíssima: cheia de graça livremente!


E quem contempla a mulher no seu banho, em sua alcova
Logo perdido se vê. Mais um ciclo dela encerra
Ela se cobre, a minguante serpente se renova.


Numa neblina de nuvem, incenso gris na acerra
Sem ser notada,  Diana se torna fria e nova
E o manto negro, molhado veludo sobre a Terra


Rommel  Werneck

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